6 de novembro de 2010

L5R - Gempukku (Parte 5): O Clã Escorpião

Saudações gerais, visitantes! E que as Fortunas estejam com todos!

Como prometido no "Gempukku" anterior, hoje falaremos sobre o Clã que empatou (talvez com leve subterfúgio) na enquete com o Clã Dragão: O Clã Escorpião.

Eles são tidos como vilões nas peças e na literatura rokugani quase que universalmente. Os outros clãs deixam claro que não os adoram, e não são raros os que os vêem como cães traidores e sem honra. Eles são o Clã dos Segredos, e dúvidas sobre eles é o que não faltam. Afinal, por que os samurais do Escorpião TODOS usam máscaras? Por que Bayushi o fazia, se tecnicamente o rosto dele é o mesmo do de Shiba, que nunca usou máscara? Qual era a função disso? Seria ele um admirador do carnaval de Veneza? E Shosuro, o que era afinal? E a pergunta mais incômoda de todas: As cores do Escorpião fazem deles flamenguistas?

O Clã Escorpião
Famílias: Bayushi, Shosuro, Soshi e Yogo
Cores: Preto e vermelho escuro
Mon do Clã Escorpião
Do Livro de Bayushi Namaru, “Promessa de Bayushi”
Nas sombras, Bayushi estava perfeitamente plácido e sentado. Em suas mãos estava a carta escrita com apressada caligrafia, pedindo sua audiência e discrição. Seu irmão estava sentado diante dele, seus olhos cheios da luz da ânsia.

Bayushi olhou para a carta de novo, lendo as suas palavras. Então, ele olhou para seu irmão, seus lábios se partindo apenas num momento.

“O que você me pede,” disse Bayushi, sua voz um sussurro nas trevas, “é para sacrificar meu nome e os nomes de todos aqueles que me seguem.”

Ele se levantou, caminhou pela pequena sala, sua cabeça pendendo com o peso da decisão.

“Não há outro que possa fazer o que te peço, meu irmão.”

Bayushi olhou para seu irmão enquanto ele falava. Ele continuou.

“Não posso pedir a Akodo. Ele não tem a coragem. Não posso pedir a Doji. Ela é muito refinada. Não posso pedir a Hida. Ele é obcecado com sua muralha. Não posso pedir a Shiba. Sua mente não é tão prática. Shinjo se foi para as montanhas, mas ainda assim, o coração dela é muito meigo para tal trabalho.”

“E quanto a Togashi?” Perguntou Bayushi.

O Imperador hesitou.

“Não. Porque... Porque não confio nele.”

Bayushi assentiu. “Nem eu.”

O silêncio caiu ente os dois irmãos e Bayushi se ajoelhou nas sombras de novo.

“Você é o único, Bayushi.” O Imperador se inclinou para frente. “O único em quem confio para fazer tal trabalho. Tão vil, contemplativo trabalho.”

Bayushi assentiu. “Compreendo.” Ele se levantou e caminhou até seu irmão. “Eu aceito.” Ele entregou a carta a seu irmão, mas a jogou para ele ao fazê-lo. “Serei o seu vilão, Hantei.” Ele pausou. “Mas se você me trair...” Ele pausou novamente. “Nunca nos enfrentamos no torneio, irmão...” Começou Bayushi.

Hantei terminou. “E rezo para nunca nos encontremos.” 

Kami Bayushi, fundador do Clã Escorpião.
Ainda acho que esse pano é coisa de bandido
de filme de bangue-bangue.
Este trecho, obviamente, é fictício. Não apenas por se tratar de RPG, mas mesmo dentro do contexto narrativo de Legends of the Five Rings, não há prova histórica de que tal diálogo tenha realmente acontecido. Mas resolvi abrir o post propriamente dito com ele por dois motivos:

1. De modo geral, estranhamente, a melhor fonte para se entender o poder e propriedades exclusivas do teato na sociedade rokugani está no The Way of the Scorpion (de onde aliás, esse trecho foi retirado e traduzido), e não no The Way of the Crane, como se suporia a priori. Curiosamente, as maiores trupes e escolas de teatro estão no Escorpião, não na Garça. Esta, ao que me parece, se preocupa com artes mais plásticas. O Escorpião, pudera, tem vários outros motivos para se interessar pelo teatro...

2. É um clichê quase universal no teatro rokugani usar um vilão que é samurai do Escorpião. Este livro, e Misericórdia, a peça "maldita" da história do teatro rokugani, porém, são as poucas que tentam ir contra essa dogmática e universal tendência. Em Promessa de Bayushi, têm-se o ponto de vista do Kami Bayushi sobre os primeiros dias do Império, e ele não é TÃO vilão assim nessa peça.

A função do Clã Escorpião dentro do Império ainda é misteriosa para muitos samurais de outros clãs. Para muitos, o Escorpião é formado pelos mais sujos bandidos, trapaceiros, mentirosos e traidores do Império, que usam da posição de Clã Maior para perpetrar seus planos imundos por puro sadismo. Para outros, mais brandos, o Clã Escorpião tem como função proteger as Doze Escrituras Negras, que aprisionam a alma do Kami Caído, o temido Fu Leng. E dentro do próprio Escorpião, opiniões divergentes podem surgir a respeito se a função do clã é construir algo de bom, ou destruir o mal. Ou talvez o inverso...

Bayushi põe pela primeira vez sua insperável máscara.
"Agora você sabe nadar," elogia Shinei.
Nos tempos primevos do Império, os seguidores de Bayushi eram responsabilizados pela espionagem e vigilância contra as hostes monstruosas de Fu Leng. Alguns teóricos apontam que, como não eram muitos os que se candidatavam a seguir um Kami com uma reputação não muito invejável (Bayushi era insolente, mulherengo e não raramente, apenas tolerado por seus outros irmãos), Bayushi perdera não muitos dos seus seguidores nessas missões, mas como já tinham poucos, suas perdas eram mais sonoras. Crê-se que tenha se originado daí sua recusa em oferecer um Trovão para Shinsei.

Ou seja, desde seu início, o Escorpião esteve envolvido com o serviço de inteligência do Império. Mais tarde, porém, com o inimigo já vencido, algo mudou no Clã Escorpião. O que aconteceu na verdade ainda é alvo de muita especulação e mistério, mas crê-se que Bayushi tenha sido ordenado por Hantei a agir como "A Mão por Trás do Trono". Títulos semelhantes são possuídos pelos Clãs Leão, Garça e Fênix (respectivamente, a Mão Direita do Imperador, Mão Esquerda do Imperador, e Voz do Imperador). Obviamente, ninguém se refere em voz alta sobre o Escorpião dessa maneira. Isso seria questionar abertamente sua honra, o que, por mais inexistente que seja, não é uma boa idéia. A posição da "Mão" do Escorpião visa atingir onde Leão, Garça e Fênix não conseguem alcançar. Existem ameaças monstruosas demais para a Garça, sutis demais para o Leão e que não ouvirão a Fênix. Para essas, existe o Clã Escorpião.

Hantei percebeu que seu Império era uma fonte de luz. E com essa luz, uma sombra seria gerada. E para impedir que essa sombra o atacasse, ele pediu que Bayushi fizesse das sombras o seu lar.

Cortesãos Bayushi. De longe, preocupantes.
De perto, assustadores.
Todas as Famílias do Clã Escorpião funcionam como uma intricada, sutil e eficiente rede de espionagem, comunicação e subterfúgio a serviço de ninguém mais que o próprio Imperador. Há um ditado em Rokugan que diz que "Se você quer um item, um Yasuki pode vendê-lo. Se você tem uma pergunta, um Isawa sabe a resposta. E se você tem um segredo, um Escorpião sabe dele.". É o mais sagrado dever do Escorpião esmagar ameaças ao Trono antes que elas se tornem grandes demais para serem notadas. Quando força e política falham, o Escorpião entra em cena para usar de quaisquer meios possíveis para destruir este oponente. Se para isso tiverem que fazer uso de venenos, furtividade, deslealdade, trapaça, chantagem, mentira ou discórdia, para um Escorpião, que assim seja. Qualquer samurai honrado sacrificaria tranqüilamente sua vida se fosse para o bem do Império. O Escorpião, além disso, aceita sacrificar sua Honra.

Bayushi Hisako, uma aluna das Mentiras Afiadas
Os Bayushi, a Família principal e fundadora do Clã, exerce os papéis de bushis e cortesãos. Sua esgrima usa principalmente a katana, mas não raras vezes se encontra um bushi Bayushi que a usa em par com alguma outra arma secundária, mais para distração. O estilo Bayushi de combate tira vantagem da rapidez assustadora de reação de seus seguidores. Seguindo o preceito básico de "Ataque primeiro, ataque por último", os bushis do Escorpião tentam ao máximo resolver suas lutas logo no início, incapacitando ou matando seu oponente sem muitas delongas. Outros seguidores da espada do Escorpião trilham pelo perigoso caminho das Mentiras Afiadas, um famoso dojô do Escorpião, célebre por incentivar seus alunos a uma aparente "ousadia impensada". Tipicamente usados como iscas em operações militares, os alunos deste dojô se sobressaem em lutas incrivelmente desfavorecidas. Para olhar leigo, por pura sorte.

Nas cortes, os Bayushi são vistos como tubarões em mar aberto, prontos para devorarem e destroçarem publicamente os mais fracos que encontrarem. Em seu território mais favorável, os cortesãos Bayushi levam às últimas conseqüências os preceitos do mestre Bayushi Tangen, que em seu livro "Pequenas Verdades" diz: "Perca toda a misericórdia ou simpatia pelo seu inimigo. Porque ele não terá nenhuma por você.". Uma aliança política com o Escorpião, porém, não é garantia absoluta de que ele não lhe fará mal, mas pelo menos é um sentimento mais desejável do que a paranóia de seu ferrão em sua nuca a todo momento.

A Família Shosuro é tida externamente como uma Família de artistas. Samurais que devem levar a arte cênica ao patamar quase sagrado de execução. Não estranhamente, Shiro Shosuro hospeda, uma vez por ano, um espetáculo sem semelhantes em Rokugan. A Cidade Pintada na verdade é um palco montado e desmontado todo ano (e remontado totalmente diferente no ano seguinte). Seus visitantes entram em toda uma peça meticulosamente planejada e escrita, normalmente, pelo daimyo da Família. Lá dentro, nunca se sabe com quem você está falando exatamente. Pode ser um conhecido, ou um ator Shosuro disfarçado dele. Ou, pior ainda, uma pessoa real que um ator Shosuro esteve disfarçado no dia anterior, quando conversou com você. A própria orientação geográfica muda totalmente, fazendo com que cada ano o espetáculo seja totalmente diferente e inovador. Além, claro da experiência de fazer parte de uma peça. Por trás de todos esses floreios, a verdade é que a Família Shosuro é o "ferrão" do Clã Escorpião. À medida que cabe aos Bayushi serem a distração e preocupação dos outros Clãs, os Shosuro usam de seus privilégios sociais (daimyo algum negaria a apresentação de um trupe Shosuro em seu castelo) para se infiltrar, espionar e assassinar em oculto os alvos do Escorpião.

Bayushi Kurumi. Como lhe é de costume, exagerando na distração.
PS.: Se você tentou virar a cabeça para o lado, não se preocupe.
Essa é a idéia dela.

Sim, eles usariam de cordas, correntes, roupas pretas, venenos, furtividade, covardia e shurikens para isso. Isso faz deles ninjas? Qualquer Shosuro (isto é, na improvável possibilidade de ser descoberto) diria sonoramente que não. Eles são samurais, cumprindo o seu Dever de eliminarem quem de outro modo não poderia ser. A própria Cidade Pintada também colabora para isso. Afinal de contas, que lugar melhor poderia haver para matar um samurai de outro Clã e colocar um agente disfarçado em seu lugar?

Durante muito tempo, a verdadeira origem de Shosuro, a "filha de Bayushi", foi mantida em segredo, com apenas alguns fracos palpites espalhados nos livros de RPG. Contudo, a seção de fictions "Amanhecer do Império" (Dawn of the Empire) lançou uma luz definitiva sobre a questão. Desde o início, Shosuro foi um "experimento" que deu errado, feito por kenkus curiosos, tentando fabricar uma forma humana a partir de um pedaço isolado da Escuridão Enganosa. Daí seus poderes de "mudar de forma" facilmente, e alterar detalhes de sua aparência quase que por vontade. Não se tem certeza da exata influência da Escuridão Enganosa em seu retorno das Terras Sombrias, porém, mas, dado o fato de que ela estava perdendo a sanidade, e teve que pedir ajuda ao Kami Togashi para que ficasse aprisionada dentro de um esquife de cristal (substância que parece afetar a Escuridão Enganosa da mesma maneira que a jade afeta as criaturas das Terras Sombrias) até pouco depois do Segundo Dia do Trovão (quando a enlouquecida Campeã do Dragão, Hitomi, inadvertidamente a libertou). Ou seja, a hipótese bem provável é de que ela tenha feito um pacto com a Escuridão para garantir seu retorno ao Império e a salvação de Rokugan. O preço pago, porém, foi excruciantemente alto.

As Famílias Soshi e Yogo são de shugenjas, mas bem diferentes entre si. Os Soshi mudaram bastante ao longo da história. Herdeiros da pretensa Shosuro "ressurreta", os Soshi inicialmente trabalhavam bem próximos aos Shosuro, usando de "marcas das sombras" para melhorar a eficácia de seus espiões. Contudo, depois do conflito com a Escuridão Enganosa, quase todo agente do Escorpião que possuía essas marcas foi subjugado pela vontade da quase oniponente Escuridão Enganosa. Quase cego, o Clã Escorpião demorou décadas para conseguir se re-estruturar. A Família Soshi, então, buscou novos meios de se relacionar com os kamis. Hoje, eles se especializam em ocultar suas invocações. A Família também funciona transmitindo rapidamente (com uso de magia ou não) as mensagens secretas entre seus agentes infiltrados e o alto comando do Clã.

Os Yogo são admirados por serem a Família com o pesado fardo de protegerem as Doze Escrituras Negras. Mas são temidos e odiados, inclusive pelos próprios Escorpiões por causa da célebre maldição que paira sobre todos os seus integrantes. (ex-marido de Asako, fundadora da Família homônima do Clã Fênix) Yogo, originalmente um seguidor de Shiba, foi amaldiçoado durante uma luta contra as forças das Terras Sombrias a trair que mais amava. A maldição, além de incurável, também seria transmitida todos os seus descendentes. Para evitar danos ao seu Clã, Shiba o baniu da Fênix. Bayushi, porém, o acolheu, pois sabia que Yogo não o amava. Como nem todo Yogo é necessariamente descendente do fundador da Família, nem todos carregam essa terrível maldição, mas os Escorpiões não gostam de correr o risco e tentam se relacionar o mínimo possível com os Yogo.

Bayushi Sunetra e Bayushi Paneki.
A arte de April Lee já concebeu obras melhores.
Em suma, samurais do Escorpião não raramente são pessoas conflitantes e contraditórias, com muito espaço para personagens dramáticos. Eles são mal vistos por uma sociedade que devem salvar, e piorar ainda mais suas reputações no processo, normalmente. Eles sacrificam sua Honra para outros conservem as suas (ou as suas vidas), e por tal sacrifício altruísta, são apontados como desonrados. Sim, todo Escorpião usa uma máscara (e alguns são bem criativos nisso). Coisa que outros Clãs rapidamente apontarão como sinal confesso de que não são dignos de confiança. Os Escorpiões, porém, remeterão esta tradição à conversa de Bayushi e Shinsei no torneio dos Kamis. Qualquer que seja a verdade, é altamente desonroso para um Escorpião ser visto sem uma máscara. Exceto, claro, em demonstrações óbvias de intimidade. Mesmo que estejam disfarçados em identidades de outros Clãs, o disfarce é sua própria máscara.

Outro detalhe típico do Escorpião é que seus indivíduos parecem nascer com um dom natural para a aparência. À medida que os samurais da Garça são poços de requinte, elegância e fineza, os Escorpiões, não raramente apontados como seus opostos simétricos (inclusive nas cores dos clãs), parecem igualmente belos, mas tendendo para lados mais "lascivos" da aparência, tanto em homens, quanto em mulheres. Isso, obviamente não passa despercebido pelos comandantes do Clã, que usam essa ferramenta sempre que possível. Entre Escorpiões mais belos, as máscaras são mais sutis, revelando mais de seus rostos, como no caso bem recente do ex-Campeão Bayushi Paneki. Outros Escorpiões, que usam máscaras mais fechadas e protetoras, crê-se que sejam feios, como no caso do ex-Campeão Bayushi Shoju, que tinha sérios problemas de deformidade; o que ele parecia compensar com traquejo político e estratégico lendários.

Bayushi Kachiko, a Senhora dos Segredos, Segunda
Trovão do Escorpião, ex-Imperatriz de Rokugan,
e outros títulos que não cabem aqui.

O Escorpião é rico de personagens célebres, porém. À medida que seus fundadores (Shosuro e Bayushi) são epicamente carismáticos, na história mais recente temos Bayushi Yojiro (o "único Escorpião honesto", que já foi inclusive Campeão de Clã), (ex-Shosuro) Bayushi Kachiko (Segunda Trovão do Escorpião, esposa do Campeão da época, Bayushi Shoju [o primeiro a ostentar o temido título de Lorde dos Segredos] e posteriormente Imperatriz), Bayushi Kaukatsu (o temido Chanceler Imperial do reinado de Toturi III, tido maior arquiteto de sepukku's nas Cortes de Inverno jogáveis), e atualmente o Escorpião bem cotado nos cargos Imperiais com Shosuro Jimen como Campeão de Esmeralda (cargo conquistado sob circunstâncias "incomuns" por um cortesão), e Bayushi Hisoka, como atual Chanceler Imperial, continuando o legado de seu antecessor, Bayushi Kaukatsu.

Ou seja, o Escorpião faz da noite seu lar, do erro alheio o seu sucesso, e do que ninguém vê, a sua arma.


7 comentários :

  1. Excelente pergaminho! Apesar deste não ser meu clã favorito, tem uma história bastante rica e interessante, além de um importante pepel dentro do Império Esmeralda.

    ResponderExcluir
  2. Leonardo Viera Andrade6 de nov de 2010 21:32:00

    Muito bom o post, Hayashi! O que mais gosto no escorpião é a manipulação sutil que eles usam para atingir seus objetivos, e isso combina comigo.

    ResponderExcluir
  3. Bom, tirando algumas coisinhas, o relato ficou muito fiel ao que somos, como clã e ao papel que desempenhamos:
    _ Bayushi pode usar a mascara que ele quiser que ainda sim ele vai continuar lindo, tesão, bonito e gostosão. E não ela não é fan do carnaval de Veneza.
    _ Mas é claro que o uso de cordas, suikens, futividade e etc e tal não fazem os shosuros ninjas, qualquer um sabe que Ninjas não existem... Pffff, que tolice acreditar no contrario, essas coisas são apenas instrumentos de palco como qualquer outra coisa. Pffff.
    _ Sim, o papel de vilão cabe a nos, mas cabe ao vilão tornar tudo mais interessante, já viu como os mocinhos certinhos são chatos?

    Nem preciso reforçar que é o meu clã de coração e aquele que mais me identifico, não tenho nada contra nenhum deles, mas a minha preferência sempre foi do escorpião, desde que vi pela primeira vez a figura de Dazai, a mulher que me fez ser uma escorpião.
    O jogo de intriga e poder é muito interessante, principalmente por ser sutil, afinal você não pode deixar que sua presa perceba sua presença antes do momento final do bote e se o fizer, certifique-se que ela sabe porque você permitiu e porque é um engodo. E muitas vezes uma batalha pode ser vencida sem que nenhuma katana deixe sua saya.

    Verdade seja dita, também fazemos cagadas as vezes. Mas qual clã não faz?
    A eterna pedra nos sapatos ou no caso no tabi e geta dos Shosuro os goju, foram criados por quem? Tadam... a gente!
    E a burrada mais significativa que fizemos, abrir a porra da 13° Black scroll, ,
    que quem abriu foi um tapado de um Yogo ( depois ainda perguntam porque não gostamos muito deles) e deu margem para a cagada que levou nosso mais gostos, digo mais , bom, nosso ultimo campeão a algo pior que a morte. Mas enfim, ninguém é perfeito.

    ResponderExcluir
  4. Ainda sobre o Escorpião, acho que esqueci de mencionar sobre o Hayashi no Uragimono (não, não é um parente meu). O Bosque do Traidor.

    Anexo a Kyuden Bayushi, a capital e sede de poder do Clã, está o infame arboredo. O Escorpião o usa principalmente para punir seus traidores. Num Clã em que traição, ardis, intriga e jogos de poder são um modo de vida muito admirado, a lealdade ao Clã é levada às últimas conseqüências. Tanto que, qualquer samurai do clã culpado de traição é levado até o bosque, onde sacerdotes Soshi realizam, através de um intricado (E EXCLUSIVO!) ritual, uma cerimônia que impala o corpo do condenado numa árvore, e sua alma é eternamente anexada a ela, impedindo que ele "morra". A árvore então, é repleta dos pertences do samurai em seus galhos. O resultado em larga escala é uma região de aparência soturna, repleta de neblina e praticamente assombrada. Mas o Escorpião nem faz questão de escondê-lo. Muito pelo contrário. Até mesmo seus visitantes têm permissão de entrarem no bosque (por conta e risco) e admirarem o que quer que considerem belo ali. Para seus jovens, o bosque é uma aterrorizante lição de como o Escorpião lida com traidores. Eles pensarão nisso antes de cogitarem trair o clã.

    ResponderExcluir
  5. Procurei, procurei e como ainda não chegou meu "vacant Throne", faço a singela pergunta: qual o fim do Paneki e qual a real razão para ele virar um Samurai do John Romero?

    Pessoalmente eu não tenho nenhum clã do coração. Como nunca joguei L5R, só mestrei, não preciso escolher! Posso ter todos e nem um ao mesmo tempo!

    ResponderExcluir
  6. Isso acho q foi "explicado" em fiction. As aspas são pq foi explicado, mas não convenceu.

    Parece q durante a ziquizira que rolou com os Horiuchi, o Paneki contraiu uma "Wasting Disease Experienced" (ninguém deu uma explicação muito racional pro PANEKI, q é uma das maiores autoridades em venenos do Império contrair essa joça), mas q ele até lidou relativamente bem com ela. Qdo viu q não dava pra segurar a doença muito mais tempo, porém, ele acionou todos o protocolos de sucessão, fez tudo bonitinho pra cometer seppuku, com direito a haiku e tudo mais.

    Na hora H, porém, depois do primeiro corte, o executor meio q ficou pensando na vida, o "zumbi" Paneki defendeu o golpe dele, matou todo mundo na sala e tacou fogo no castelo inteiro.

    A cada dia mais esse storyteam se supera...

    ResponderExcluir
  7. Então foi exatamente como pensei:

    "Zumbi tá na moda! Adoro Zumbi! Vamos transformar algum personagem em zumbi?"

    "Pega o Paneki, ele tá meio paradão mesmo. O pessoal vai adorar!!!"

    "E como explico que ele virou zumbi? Falo que ele caiu nas shadowlands ou amaldiçoado por um poderoso Maho Tsukai?"

    "Nah, muito cliché... Faz ele ser envenenado com um veneno que faz o alvo virar zumbi!"

    "Boa!"

    "Mas o Paneki não é perito em veneno e..."

    "Calaboca estagiário!"

    Como o jogo é meu e eu faço dele o que eu quiser, já bolei uma explicação melhor. Vou misturar "Yogo Curse" com mahozice e ligar ao passado de um dos meus jogadores!

    ResponderExcluir

Leia Também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...