23 de setembro de 2014

D&D. O Next. E uma Edition War... "Diferente"

Saudações pessoas que praticamente stalkeiam o blog em busca de novas informações e coisas que eu talvez esteja produzindo sobre L5R, Qin ou qualquer outro RPG tangente a este blog.

Bom, hoje, o assunto que me leva a romper este silêncio sepulcral que pairava sobre estas bandas é, na verdade, bem longe, dos RPGs asiáticos que eu normalmente abordo. De todo modo, dou a esclarecer que sim, L5A continua sendo arduamente trabalhado pelo povo da New Order, bem como Qin, mais para frente.




Demorou e muito para eu ser infectado pelo vírus do Next, mas, acompanhando o trabalho do Odin lá no Halls of Valhalla (um blog que por sinal, faz óbvia alusão às balinhas de sabor refrescante), e incentivado por um amigo meu que também está retornando a mestrar Pathfinder, resolvi checar por opções diferentes e caçar um pouco a respeito da 5ª edição de D&D. Para ver como está.

O resultado tem sido bem agradável. Deixei algumas migalhas no grupo D&D Next do Face a respeito do que já achei após uma leitura bem preliminar e superficial, mas acho que aqui posso desenvolver melhor as minhas ideias.

Sim, achei meio falho o fato do Alto Elfo não poder ser um mago hiper fodão com +2 Int e habilidades úteis a um conjurador arcano de "dado de vida papel". Por outro lado, achei super legal e fascinante os Gnomos (que juro que antes só serviam para enfeitar jardins) ganhando +2 Int, e na sub-raça Gnomo da Rocha poderem criar engenhocas. Sim, eu até estou procurando regras mais avançadas sobre engenhocas avançadas. Isso deu um clima totalmente inusitado e maneiro a esse combo de classe/raça.

Gostei das variações e opções de poderes das classes e raças (ainda sinto falta de raças mais mecanicamente ativas, como eram na 4ª, mas nada tão sério assim). A magia vanciana ainda está lá, mas de uma maneira simplificada e destinada a evitar os "dias de 10 minutos" que o povo do gamedesign alertara nos previews.

Nicholas Cage. Demonstrando que rushar feiticeiro aprendiz nem
sempre é moleza. Ok, essa piada foi tensa.
Divisão de níveis que eu achei interessante. Realmente, Níveis 1-4 são aprendizes. Não possuem nem mesmo todas as características básicas de suas classes. Estão aprendendo aquilo que devem fazer. Isso ajuda o Mestre na hora de representar guardas, por exemplo (Guerreiros de Nível 1-2, talvez?) sem necessidade de consultar um outro livro para isso, ter que criar como se fosse um monstro/criatura totalmente diferente dos PdJs.

E retomamos algo muito legal dos tempos da 3.X e OGL: facilidade adaptativa. Ou seja, é fácil criar novas raças/classes/classes de prestígio/etc. Desenvolver cenários próprios, dar aquele seu toque especial, isso tudo volta às nossas mãos. Não sei quem já tentou criar uma classe, por exemplo. na 4ª Edição. Era um parto. Agora, podemos dizer que o Next é o primeiro D&D retro-compatível a ser lançado.

Pode parecer algo meio besta, mas achei genial também o lance de "Vantagem/Desvantagem". Ele pode ser tranquilamente usado como os bônus para ações maneiras que usávamos em edições anteriores. Fez uma entrada maneira no combate? Vantagem no 1º turno. Criou algo que pode virar a mesa pro lado do seu grupo? Vantagem neste turno. E assim por diante...

Enfim, muito promissora essa parada toda.

A sacada genial no livro básico, imho, foi apelar para aquilo que Pathfinder (o concorrente direto de D&D na atualidade) ainda não tem: flavour de autores clássicos de D&D. Meg Weiss, Salvatore e cia ltda. aparecem em cantinhos dos livros, descrevendo raças e outros pormenores de maneira que o produto da Paizo ainda não possui permeabilidade suficiente para tocar nos fãs. Sim, PF também faz isso em seus livros, mas o time da Wizards, por pior que seja, ainda possui anos de estrada e nomes que instilam medo em gente que tentaria "escrever melhor que eles".

E é nessa Edition War que eu gostaria de me meter mais profundamente (ui!). D&D Next chega num momento um pouco estranho no mercado. Temos um público mais sedimentado, com o povo que preferiu a abordagem tática/wargame da 4ª edição sendo xiitamente adverso ao povo do PF. No entanto, ele chega com uma mecânica mais simples, mais eficiente e cheia de buracos intencionais (provavelmente para serem desenvolvidos em outros livros ou por house rules mesmo). Não havia pensado nisso até agora, até ler este artigo (em Inglês) sobre a "burralização" de D&D. Mecânicas mais leves, mas que vão direto ao ponto. Construção de personagens mais rápida, deixando mais espaço para desenvolvimento de backgrounds e interpretação. Mecânica de combate nervosa e objetiva também permitem que mais novatos possam dedicar mais tempo. Num mundo em que ninguém mais parece ter tempo para mais nada, isso me pareceu tremendamente atraente.

Em suma: Simplificação não é emburrecimento. Pelo contrário! Eu imagino combates ocorrendo com jogadores usando as habilidades de suas classes a todo momento! Usando poderes especiais, sendo HERÓIS especiais durante as aventuras. Todo mundo me pareceu mais poderoso (Palas com DIVIIIINE SMITE! - Esta habilidade deve ser sempre utilizada gritando deste jeito -, magos regenerando magias, ladinos com perícias aos borbotões e usando sneak attack em qualquer desavisado, etc.), mas sem o modelo travado de sem limite/encontro/diário da 4ª edição.

Mas, vendo as coisas tal qual estão, vejo a 5ª edição crescendo e ganhando espaço. Bem ou mal, a Wizards ainda é uma empresa grande, e com bastante contatos por aí para difundir rapidamente seu trabalho caso queira (verdade seja dita, não entendo como o marketing da Wizards consegue ser tão ruim às vezes). Ao invés de se tornarem rivais, vejo Next e PF como complementares. Os saudosistas da 3ª edição de fato vão ficar com ele. Mas ainda resta ver que rumos o promissor D&D 5th tomará. Suplementos, cenários, fluffies, o que vier. A primeira boa impressão está causada. Agora, é com vocês, Magos da Costa.

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